Ter o Sindicato como representante legal significa ter reforçado o poder de decisão sobre situações diversas no trabalho. Uma delas é o desdobramento do Acordo Coletivo no qual você, através de seu voto e participação na Campanha Salarial, define sob quais critérios e cláusulas o seu trabalho será regido. Olha o tamanho da responsabilidade!
Muito antes da data-base, no mês de agosto, o Sinttel-Ba enviou para a Claro a pauta de reivindicações para que o Relações Trabalhistas tivesse conhecimento dos pedidos e já pudesse chegar na reunião com uma proposta que melhorasse as condições de vida e trabalho dos empregados.
Fora da Campanha Salarial, a empresa tem por obrigação se reunir com o Sindicato ao menos 4 vezes ao ano, para tratar das demandas decorrentes do dia a dia, isto é, situações que afetam o desenvolvimento das funções e pontos de melhorias. Outra responsabilidade da Claro é começar a negociação do PPR 90 dias após a aprovação do Acordo, ou seja, entre fevereiro e março de cada ano. Mas nada disso tem ocorrido; sobra desprezo e descaso!
PEGA A VISÃO!
A estratégia obscura da Claro é manter o trabalhador ansioso e em desespero para, dessa forma, aprovar uma proposta de ACT ruim e casada com um PPR prejudicial e desatualizado. Prova disso é que a empresa embutiu em um Acordo anterior a implementação do Banco de Horas e Escalas de Trabalho, que tornou sábados, domingos e feriados dias comuns onde antes eram Horas Extras (50% e 100%).
Observem que as metas da RVV são sempre aumentadas de forma substancial na metade do ano? É o velho truque para que não seja alcançada!
Perceba que a coparticipação do Plano de Saúde aumentou em 25% e a rede credenciada diminuiu logo após a aprovação de Acordo Coletivo?! Observe também que o target de "3.6" de PPR é cada dia mais dificultado pela própria empresa. Uma verdadeira utopia, uma vez que as regras são alteradas com o ano em andamento!
É bom lembrar ainda que os aparelhos comprados com o salário do trabalhador são utilizados pela e para a empresa, sem nenhuma ajuda de custo por isso! Em caso de roubo ou perda de celular ou notebook, é o empregado quem assume sozinho os transtornos.
Uma empresa bilionária se prestando a esse papel mesquinho!
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