O Sinttel Bahia dá o pontapé inicial na Campanha Salarial do Acordo Coletivo de Trabalho (ACT) das operadoras, com data-base em setembro. Este ano, a mesa de negociação vai pegar fogo: estão em jogo tanto as cláusulas econômicas quanto as sociais, além do sempre polêmico Programa de Participação nos Resultados (PPR).
A nossa principal bandeira nesta luta é clara: basta de discriminação! Exigimos igualdade nacional nos valores do tíquete-alimentação, implantação da jornada 5x2 com redução de carga horária semanal, reajuste salarial digno acima da inflação, pagamento de horas extras em dinheiro e a garantia dos nossos direitos históricos.
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Já começamos botando o dedo na ferida: Por que o trabalhador da Bahia vale menos?
A pergunta que as operadoras precisam responder é simples: a nossa força de trabalho vale menos que a dos outros estados?
Enquanto os trabalhadores baianos entregam resultados recordes e batem metas positivas, recebem em troca um dos menores tíquetes-alimentação do Brasil. Em alguns casos, a diferença chega a R$ 10,00 por dia em relação ao Sudeste. Multiplique isso por 22 dias úteis: são R$ 220,00 a menos no carrinho de supermercado do trabalhador baiano todo mês. Isso não é política de RH; é discriminação geográfica inaceitável!
A disparidade também pune quem está dentro da mesma empresa, dividindo os trabalhadores em "castas", como faz a Vivo e a Claro.
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